
53,5 kg removidos da orla costeira de Svalbard
Cinco ações de limpeza costeira realizadas durante as operações do World Voyager no Ártico removeram 53,5 kg de resíduos de mais de um quilómetro de costa em Svalbard.
Um guia prático, testado pelo clima, para quem viaja pela primeira vez e para quem regressa.
O Ártico não recompensa quem leva coisas a mais. Recompensa quem sabe vestir-se por camadas.
Quer esteja a caminho dos fiordes de Svalbard, do silêncio da Gronelândia Oriental ou da longa costa da Passagem do Noroeste, aquilo que veste vai importar muito mais do que a quantidade de bagagem que leva. O segredo não está em vestir-se para o frio – está em vestir-se de forma a que o frio nunca chegue verdadeiramente até si.
Aqui fica o que deve levar, o que disponibilizamos a bordo e o que pode deixar em casa.
A maioria dos viajantes chega preparada para comprar mais do que realmente precisa. Antes de encomendar o que quer que seja, saiba o que o estará à espera no navio:
As medidas do casaco e das botas serão pedidas no momento da reserva.
Ou seja: não precisa de comprar um casaco exterior pesado nem botas impermeáveis altas, nem de investir em bastões de caminhada ou binóculos, a não ser que tenha uma preferência pessoal. Construa o resto do guarda-roupa a partir do que disponibilizamos.
Vestir-se por camadas funciona no Ártico porque as condições mudam depressa. O vento aumenta, o sol aparece, deixa de caminhar, volta a caminhar – e vai arrepender-se se estiver vestido apenas para um momento, em vez de estar preparado para todos.
Três camadas, por esta ordem:
Cada camada pode ser acrescentada ou retirada à medida que o dia muda. É este o princípio por detrás de todas as recomendações que se seguem.
Uma regra simples: leve o suficiente para poder alternar enquanto uma das peças seca.
Luvas – pense num sistema, não num único par.
Gorro: leve um gorro quente que cubra as orelhas. Dois são melhor do que um.
Buff ou gola tubular: leve, ocupa pouco espaço e faz toda a diferença num passeio de Zodiac com vento.
Óculos de sol: o sol do Ártico sobre a neve e a água é deslumbrante. Lentes polarizadas são a melhor escolha.
Protetor solar e bálsamo labial com SPF: pode parecer contraintuitivo, mas ambos são essenciais. A radiação UV reflete-se intensamente no gelo e na água, e o ar é seco. Recomendamos um protetor solar sem oxibenzona, mais amigo dos corais, da vida marinha e das águas por onde navegamos.
Os nossos navios têm climatização controlada e o ambiente é descontraído. Roupa confortável e casual é perfeita durante o dia e, para o jantar, um estilo smart casual é mais do que suficiente. Não há necessidade de roupa formal; a única verdadeira exigência é levar algo em que se sinta bem depois de um longo dia no convés.
Leve uma mochila resistente à água para os desembarques. Vai querer espaço para:
O Ártico é um dos lugares mais fotogénicos do mundo, e um dos mais exigentes para o equipamento.
Quantidades excessivas de qualquer coisa. O equipamento certo ocupa pouco espaço. O equipamento errado é um guarda-roupa inteiro.
Os viajantes que fazem bem a mala não são os que levam mais. São os que percebem que o Ártico pede apenas adaptabilidade – e que essa adaptabilidade vive em três camadas finas, dois bons pares de luvas e na vontade de sair para o exterior, faça o tempo que fizer, porque é quase certo que algo extraordinário está prestes a acontecer.

Cinco ações de limpeza costeira realizadas durante as operações do World Voyager no Ártico removeram 53,5 kg de resíduos de mais de um quilómetro de costa em Svalbard.

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